Uma
análise da Polícia Federal (PF) identificou movimentações superiores a R$ 10 bilhões
de investigados por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao
Primeiro Comando da Capital (PCC). Nesta sexta-feira (3/7), a PF cumpre a Operação Exchange para desarticular o
esquema. Entre os alvos, estão pessoas sancionadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos
nessa quarta-feira (1º/7).
Segundo
a PF, a investigação identificou que os suspeitos utilizavam um sistema
estruturado para movimentar recursos. Entre as estratégias citadas pela
corporação, estão transferências ilícitas de
criptoativos, transporte de valores em espécie, operações bancárias de alto
valor, repasses entre pessoas físicas e jurídicas e outras atividades
financeiras. As movimentações superiores a R$ 10 bilhões foram
identificadas a partir de análises preliminares.
A PF
cumpre 11 mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em
endereços nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Também
foi determinado o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados
até o montante total de R$ 10,4 bilhões. Mais de 50 policiais federais
participam da ação.
Victor
Henrique de Oliveira Shimada é um dos alvos da operação. Sancionado pelos EUA,
ele é sócio de uma empresa investigada por envolvimento em escândalo no
Corinthians. Shimada é apontado pelo Departamento do Tesouro dos EUA como “elo
fundamental” com agentes do PCC e, segundo o comunicado do órgão
norte-americano, teria lavado mais de US$ 30 milhões em diversas cidades dos
Estados Unidos. Ele está foragido até o momento desta publicação.
Parente de
Shimada e apontada como “intermediária para a coleta de grandes quantias em
dinheiro” para o PCC, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foi presa pela
PF. Ela seria responsável por “serviços logísticos essenciais” para a rede de
lavagem de dinheiro.