A
atuação do Ministério Público de Goiás (MPGO) resultou na condenação de Ricardo
Leite Borges Junior a 50 anos de reclusão pela prática de dois crimes de
latrocínio tentado cometidos na cidade de Goianésia. A denúncia foi oferecida
pelo promotor de Justiça Gabriel Mariano dos Santos, titular da 4ª Promotoria
de Justiça de Goianésia, com base em inquérito policial instaurado para apurar
os fatos ocorridos na madrugada do dia 5 de janeiro de 2026.
Segundo os
autos, o acusado praticou, em sequência, dois ataques violentos contra vítimas
diferentes na Avenida Brasil, no Bairro Muniz Falcão. Na primeira ação, por
volta das 2h35, ele abordou um homem que se dirigia ao ponto de embarque de um
transporte que o levaria para tratamento médico em Goiânia.
Sem que a
vítima esboçasse qualquer reação, o acusado passou a agredi-la violentamente
com socos, chutes e pisoteamentos na região da cabeça, inclusive quando ela já
se encontrava caída e indefesa no chão. Em seguida, subtraiu sua mochila e um
aparelho celular. A vítima sofreu fraturas faciais e desenvolveu um coágulo
intracraniano com compressão cerebral, sendo submetida a procedimento
neurocirúrgico de urgência.
Cerca de trinta minutos depois, o acusado abordou outro homem nas proximidades do mesmo local. Após solicitar um cigarro e receber uma negativa, passou a desferir múltiplos golpes com um pedaço de madeira na cabeça da vítima, que perdeu a consciência.
Aproveitando-se do estado de incapacidade total do homem, o
acusado subtraiu suas vestimentas e um par de sandálias. A vítima sofreu
traumatismo cranioencefálico grave, afundamento de crânio e hemorragia
intracraniana, necessitando igualmente de cirurgia cerebral para drenagem de sangue.
O acusado
foi preso em flagrante ainda no dia dos fatos, quando policiais militares o
localizaram no Hospital Municipal de Goianésia na posse de parte dos bens
subtraídos das vítimas. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva em
audiência de custódia.