Empresário morto em acidente na GO-414 era agiota e dinheiro achado no carro vinha de cobrança de dívidas, diz delegado
Escrito: 28-08-2026
Empresário morto em acidente na GO-414 era agiota e dinheiro achado no carro vinha de cobrança de dívidas, diz delegado

A busca por um dinheiro que nunca existiu acendeu um alerta sobre a origem do fictício R$ 1 milhão que Robeilton Junio, irmão de Wilker Renato Almeida da Silva, afirmou ser seu durante as investigações do acidente que matou o empresário e as duas filhas na BR-414, em Cocalzinho de Goiás.

A apuração, no entanto, revelou que a vítima era agiota, segundo confirmação do delegado Carlos Alfama ao Mais Goiás. Uma denúncia recebida pela reportagem aponta ainda que Wilker utilizava o irmão como “laranja’ em processos judiciais para cobrar dívidas.

Segundo o relato dessa testemunha que não quis ser identificada, Wilker emprestava dinheiro a pessoas de Goiânia e região e depois recorria à Justiça quando os valores não eram pagos.

Robeilton apareceria como parte em ações de execução relacionadas a essas cobranças vinculadas à empresa. A reportagem apura os processos judiciais mencionados e busca identificar os valores envolvidos, os devedores e a eventual participação do irmão nas cobranças.

Comentários publicados nas redes sociais e informações encaminhadas também levantam suspeitas sobre valores que teriam sido acumulados por Wilker e posteriormente utilizados em empréstimos com cobrança de juros. Relatos afirmam que ele teria comprado peças de tecido jeans e emitido cheques que não teriam sido compensados.

Há ainda alegações de que várias confecções não teriam recebido pelos serviços na produção de roupas. Segundo as fontes, parte do dinheiro obtido nessas atividades teria sido posteriormente destinada a pratica de agiotagem.