Justiça condena dez por lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho, em Goiás
Escrito: 20-10-2026
Justiça condena dez por lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho, em Goiás

  • A Justiça condenou dez pessoas investigadas na primeira fase da Operação Cifra Vermelha, que apurou um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em Goiânia e em municípios da região metropolitana. As penas somadas ultrapassam 90 anos de reclusão.
  • A ação foi conduzida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a sentença foi proferida pela 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores de Goiânia.
  • Os réus foram condenados por organização criminosa armada, lavagem de capitais de forma reiterada e falsidade ideológica.
  • Segundo as investigações, o esquema era ligado à facção Comando Vermelho (CV) e utilizava empresas de fachada para receber e ocultar recursos do tráfico. Entre os apontados como integrantes do núcleo principal estão Jeiziel de Oliveira Rosa, conhecido como “Perninha”, Ana Paula da Silva Barreto, Alex Vieira dos Santos e o contador Renato Thomé da Silva. As empresas identificadas foram AVS Consultoria e Entretenimento Ltda., Barreto Marketing Ltda., Ativo Consultoria Ltda. e EJ Consultoria Ltda. A primeira fase da operação foi deflagrada em 18 de novembro de 2025, com 16 mandados de busca e apreensão e sete de prisão. Na ocasião, a Justiça determinou o sequestro de R$ 28.108.517,70 em contas de pessoas físicas e jurídicas.
  • As condenações foram aplicadas individualmente. Alex Vieira dos Santos recebeu a maior pena, de 15 anos, dois meses e 12 dias de reclusão, além de 332 dias-multa. Ana Paula da Silva Barreto foi condenada a 14 anos, dez meses e 22 dias, e 122 dias-multa. Jeiziel de Oliveira Rosa e Widamax Vinícius da Silva receberam, cada um, 13 anos, nove meses e oito dias de reclusão, além de 351 dias-multa. Renato Thomé da Silva foi condenado a oito anos, dois meses e 22 dias, e 101 dias-multa.
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