Luciano
Braga Simplício, padre que viralizou em outubro de 2025 após ter sido flagrado com a noiva
de um fiel em uma casa paroquial de Nova Maringá (MT), está processando as
três maiores redes de TV do Brasil. O padre acusa Globo, Record e SBT
de estimular o linchamento virtual de sua imagem por terem exibido um vídeo do
momento em questão. A Igreja Católica passou a investigá-lo por conduta
inadequada.
No processo,
os advogados de Luciano alegam que ele não consegue mais exercer seu trabalho
sem ser confrontado na internet e na cidade onde mora. “Ele passou a ter uma
vida ruim com a exposição em massa de um mal-entendido”, afirma sua defesa.
Em decisão
liminar, a 2ª Vara de Justiça de São José de Rio Claro (MT) determinou que as
TVs retirassem de suas redes sociais vídeos sobre o padre e não divulgassem
qualquer informação sobre seus planos.
O
desembargador Ricardo Gomes de Almeida, da 1ª Câmara do Direito Privado do
TJ-MT (Tribunal de Justiça do Mato Grosso), concordou. Ele revogou as
obrigações da liminar para a emissora carioca. Ainda não há previsão de
julgamento definitivo.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo
que mostra o religioso e a mulher no interior da paróquia.
Segundo ele,
a mulher teria pedido autorização para usar um quarto anexo à residência
paroquial para tomar banho, pois tinha trabalhado pela manhã na igreja.
“Ela
brincou: ‘padre, eu vou dormir ali’, e eu disse que lá fora não tinha problema.
Ela estava sozinha e o menino [noivo] tinha viajado”, contou.
“Então ela
foi para a casa paroquial comigo. Eu fui tomar banho, e aí de repente escutei
barulho. Ela falou que tinha gente batendo na porta. Quando saí, ela já estava
dentro da casa, assustada. (…) Não teve nada com ela, o problema é que na hora
que eles chegaram, eu tinha ido tomar banho e ela estava lá, ela não queria ser
vista. Ela disse que tinha medo porque já foi assaltada. Era onze e pouca. Não
teve nada além disso”, afirma o padre no áudio.