Via
Folha de São Paulo – A decisão anunciada nesta quinta-feira
(28) colocará o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando
Vermelho) em uma lista com ao menos outros 94 grupos considerados como
organizações terroristas estrangeiras pelos Estados Unidos.
Com isso, as
facções brasileiras se juntam a grupos como o libanês Hezbollah, o nigeriano
Boko Haram, e o palestino Hamas, além da Al Qaeda e do Estado Islâmico (que têm
atuação principalmente em países do Oriente Médio) e de outros grupos com
histórico de ataques.
Também há
uma série de grupos sul-americanos apontados pela Casa Branca como terroristas, de diferentes perfis. Do Peru,
por exemplo, o único que tem essa classificação é o Sendero Luminoso, uma
guerrilha comunista que atualmente quase não é mais ativa.
Da Colômbia,
há o Clan del Golfo, uma facção criminosa que atua no trafico de drogas, além
das guerrilhas Exército de Libertação Nacional e Segunda Marquetalia. Também
tem essa classificação as antigas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia), apesar delas oficialmente terem deixado de existir depois do acordo
de paz de 2016.
Em 2025, em
meio aos avanços de Donald Trump na Venezuela, duas organizações do país também
receceram a classificação de terrorismo: a facção criminosa Tren de Aragua e
o Cartel de los Soles, que tem sua existência questionada por
especialistas.
Segundo o
Departamento de Estado dos EUA (semelhante ao Ministério de Relações Exteriores
brasileiro), as FTOs (Foreign Terrorist Organizations, ou organizações
terroristas estrangeiras) são designadas pelo secretário de Estado, de acordo
com trecho da Lei de Imigração e Nacionalidade. O atual ocupante do cargo é o
republicano Marco Rubio, ex-senador pela Flórida.